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J. Quintela de Brito |
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TOBERNITE SABUGALITE
Xisto uranífero de Nisa |
| Em cima estão figurados cristais de Tobernite, que a seguir à Autunite, é a variedade mais abundante nos jazigos portugueses. Segue-se um de Sabugalite, que sendo rara na maior parte do mundo, "é extraordinariamente abundante entre nós." O nome advém da vila do Sabugal, onde foi encontrada pela primeira vez. Por fim evidencia-se um xisto uranífero de Nisa. |
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Segundo documentos disponíveis a primeira fase da história do urânio em Portugal, começou em 1907 com a descoberta dos primeiros jazigos urano-radíferos.
Nos anos sessenta o Continente Português, encontrava-se dividido no que concerne ao, Urânio em três sectores: O da Urgeiriça, o da Guarda e o de Nisa.
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Na segunda figura em cima inserta, por cima dum frasco de vidro, contendo minério de urânio, encontra-se um "pingo" de urânio metálico, nuclearmente puro, não enriquecido, vulgarmente designado por urânio . ( Mais adiante este assunto será abordado). Na gravura temos também uma caneca cuja cor é obtida à custa de sais de urânio, seguindo-se dois frascos contendo minério do elemento que estamos a referir. O plano do fundo é constituído por um mosaico , no qual a cor foi obtida à custa do material cromóforo que é o urânio. Referimos de novo, que o urânio está muito difundido na Natureza. A concentração média na crusta terrestre é cerca de 4x10-4 % ( O que quer dizer que há 4 gramas de urânio metal, por tonelada métrica) O urânio tal como ocorre na Natureza consiste numa mistura de três variedades isotópicas; urânio-238, urânio -235 e urânio-234. (Continua) |
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Abundâncias dos isótopos naturais de urânio
O valor relativo ao urânio-235 é de fundamental interesse visto este isótopo ser o combustível básico dos reactores nuclear. Saliente-se que a farmacologia e a toxicidade dos compostos de urânio, já em 1966, se dizia ter sido investigada estendendo-se aos animais; há muitos anos que se demonstrou que o urânio é quimicamente um agente tóxico com efeitos acentuados sobre os rins. Foram segundo trabalhos que remontam a 1955, e outros posteriores, processados estudos sobre a exposição do homem ao urânio. Deverá todavia considerar-se que para além da sua toxicidade, os compostos de urânio constituem um risco como material radioactivo; a perigosidade oferecida por tais características depende fundamentalmente do metabolismo e da toxicidade. a) - Urânio natural A inalação de compostos solúveis de urânio natural faz incorrer o homem num risco grande que se traduz na agressão química aos rins. Em experiências exaustivas realizadas com animais na Universidade de Rochester encontrou-se que o dano químico causados nos tubos renais era causado pela deposição de urânio em quantidades que poderiam ser consideradas triviais do ponto de vista radiológico. Um sintoma precoce dos efeitos tóxicos do urânio é a presença de albumina na urina que é facilmente detectada. No caso de exposições conducentes a inalações crónicas o urânio natural comporta-se como de certo modo o chumbo, sendo aliás a sua toxicidade superior. (A completar) 3- Verificou-se em estudos já realizados antes de 1966 que quando compostos solúveis de urânio natural eram administrados por via intravenosa, que a dose letal variava de 0,1 mg U/kg de peso do corpo a 20 mg U/kg de peso do corpo dependendo na espécie de animal usado: Assim pode-se vir a considerar o urânio natural como um veneno industrial, tal como o mercúrio e o arsénio. Por extrapolação da experiência ganha de casos humanos foi possível considerar que a dose letal injectada para o homem pode ser cerca de 1 mg U/kg de peso do corpo o que é cerca da mesma ordem de grandeza que para o rato. Portanto 70mg (ou possivelmente menos ) na corrente sanguínea do Homem Padrão, administradas duma só vez produzirá a sua morte. 4- Sob certas condições o urânio pode dar origem a reforço de radiação nos ossos, onde tem uma semi-vida biológica de cerca de 300dias Saliente-se que esta afirmação só é válida para o urânio enriquecido. 5- Tratando-se dos compostos insolúveis de urânio natural inalados o factor crítico é a irradiação do pulmão. (A concluir) b) - Urânio Enriquecido Para compostos solúveis de urânio enriquecido a continua-se a reportar que a toxicidade se traduz numa agressão aos rins tal como acontece com o urânio natural, até se alcançar um grau de enriquecimento tal, que os ossos passam a ser considerados como órgão crítico, sendo neste caso a limitação imposta, a dose de radiação, em jogo. Para os compostos insolúveis inalados de urânio enriquecido, o órgão crítico, é como no caso do urânio natural, o pulmão, sendo o dano provocado, pela radiação da substância retida no pulmão. RADIAÇÃO EXTERNA: PROVENIENTE DO URÂNIO Algumas considerações introdutórias A contribuição dada para a radiação externa da cisão espontânea do urânio-234, urânio-235 e urânio -238 é relativamente muito pequena e pode ser ignorada Para o urânio puro as emissões significativas são as da radiação gama dos isótopos de urânio e as beta, o bremsstrahlung associado e as radiações gama dos descendentes do urânio-238 e urânio-235. Mais adiante abordaremos o urânio puro e de modo separado o urânio irradiado. A radiação alfa não tem interesse ser aqui considerada e será excluída por que a emissão de isótopos de urânio não é suficientemente energética para alcançar a camada basal da epiderme que é tomada como sendo 7mg/cm-2 abaixo da superfície da pele. Urânio Natural Sintetizando algumas considerações anteriormente formuladas: PERIGOS DEVIDOS À EXPOSIÇÃO DO URÂNIO NATURAL (ou seus compostos) 1º PERIGO EXTERNO:IRRADIAÇÃO EXTERNA Tomando em consideração o esquema de decaimento do urânio natural," verifica-se que uma partícula a é emitida respectivamente pelo 238U e 234U e uma partícula b respectivamente pelo (Continua) pelo 234Th e 234Pa. A actividade específica é de 1500 dpm a e 1500 beta, por miligrama de urânio natural. (Aplicamos a terminologia dpm, por nos parecer passível de dar uma ideia) Logo que se funde o urânio, os emissores beta difundem-se para a superfície, e o lingote de urânio pode dar origem a uma irradiação não despresável.............(a continuar) 2º PERIGO INTERNO: CONTAMINAÇÃO INTERNA Duma maneira muito singela e reforçando os considerandos já expandidos, podemos dizer que o perigo devido à introdução dos compostos uraniferos no organismo humano é diferente de acordo com a solubilidade na água da substância absorvida. Compostos ditos solúveis: Qualquer que seja a via de penetração a toxicidade é uma toxicidade de ordem puramente química sendo como já referimos anteriormente, o rim o órgão sensível. Compostos ditos insolúveis: A toxicidade neste caso é uma toxicidade de etiologia radiológica, devido à irradiação interna motivada pela presença de substâncias nos tecidos. Sempre que se encara a toxicologia do urânio natural é preciso ter-se sempre presente esta dualidade. Urânio dito solúvel toxicidade química Urânio dito insolúvel toxicidade radiológica (Continua) |